Compor não acontece só na hora de escrever. Acontece também na demora, na versão que não fechou, na dúvida sobre se aquele verso já pode ficar quieto.
Vida de compositor reúne esse outro lado do processo — o que raramente aparece na letra pronta: os hábitos que sustentam o trabalho, as referências que ajudam a pensar, as versões que não sobreviveram e os dias em que nada parece render.
Não é bastidor por curiosidade. É o reconhecimento de que compor é rotina antes de ser resultado.
